No vídeo, é da autora: Shirley Vilhava (surda)
Para a comunidade surda brasileira, a nossa é realidade...
Prof. Cláudio Mourão
sábado, 7 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Nove anos da Lei de Libras e temores de Martinha Claret
Emiliano Aquino - Ouvinte, doutor em Filosofia e pai de surdo
emiliano.aquino@yahoo.com.br
No último dia 24 de abril comemoramos nove anos da Lei 10.436, que estabeleceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua nacional dos surdos. O Decreto 5.626/2005 ampliou essa conquista das comunidades surdas, ao reconhecer a Libras como principal manifestação de sua cultura. Por isso determina o ensino obrigatório da língua de sinais ao aluno surdo desde a educação infantil.
Toda a instrução para o surdo deve ser em Libras, sendo o Português, em sua modalidade escrita, sua segunda língua. Nos exames em Português têm os surdos o direito a serem avaliados levando-se em conta elementos semânticos em detrimento dos aspectos formais de nossa língua.
Diz também o Decreto que os surdos devem ser incluídos no sistema educacional sob duas formas: na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental, em classes e escolas bilíngues que têm a Libras como primeira língua e o Português escrito como segunda língua, devendo os professores ser bilíngues; e, nos anos finais do ensino fundamental, no ensino médio e na educação profissional, em escolas bilíngues ou em escolas comuns da rede regular de ensino – nesse caso, porém, as escolas devem oferecer intérpretes de Libras.
A língua e o desejo do outro são as duas barras que mais radicalmente nos remetem à morte, e antes de tudo à nossa própria, pois, como esta, se nos apresentam como o mais completamente indevassável, incontrolável, incognoscível.
Onde há uma língua, há um mundo, disse-nos Saramago; por isso a língua do outro é sempre um mundo que nos foge completamente às mãos. Isso talvez explique por que permanece na Secretaria de Educação Especial do MEC a anekofobia, a intolerância doentia e persecutória à língua e à cultura surdas, que despreza tudo o que determina a legislação sobre a Libras (ou, simplesmente, a Lei!).
Convencida de que sua contribuição para o desenvolvimento da civilização é a padronização da humanidade (projeto de todo perverso), Martinha Claret, Diretora de Políticas Especiais da SEEsp/MEC, pôs-se a tarefa de abolir a educação bilíngue para surdos, chegando a anunciar há algumas semanas o fechamento da Escola do Instituto Nacional de Educação de Surdos, sendo felizmente desautorizada pelo Ministro Haddad. “Não há cultura surda”, disse d. Martinha; “os surdos não podem estar numa escola de surdos só porque são surdos”, arrematou em seu brilhantismo lógico.
Ao arrepio da legislação sobre a Libras e dos direitos constitucionais, que garantem o pluralismo pedagógico e a liberdade de ensino, a comissionada do Ministério não obedece ao Decreto em que figura a assinatura de seu chefe. Em sua disposição para matar um mundo que lhe é opaco, a amedrontada Martinha está disposta a ir bem longe; mas talvez tenha, porém, que se defrontar com a cultura surda, que não parece estar disposta a morrer. Ao medo da morte se contrapõe o culto à vida.
Fonte: O POVO - Jornal de Hoje
emiliano.aquino@yahoo.com.br
No último dia 24 de abril comemoramos nove anos da Lei 10.436, que estabeleceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua nacional dos surdos. O Decreto 5.626/2005 ampliou essa conquista das comunidades surdas, ao reconhecer a Libras como principal manifestação de sua cultura. Por isso determina o ensino obrigatório da língua de sinais ao aluno surdo desde a educação infantil.
Toda a instrução para o surdo deve ser em Libras, sendo o Português, em sua modalidade escrita, sua segunda língua. Nos exames em Português têm os surdos o direito a serem avaliados levando-se em conta elementos semânticos em detrimento dos aspectos formais de nossa língua.
Diz também o Decreto que os surdos devem ser incluídos no sistema educacional sob duas formas: na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental, em classes e escolas bilíngues que têm a Libras como primeira língua e o Português escrito como segunda língua, devendo os professores ser bilíngues; e, nos anos finais do ensino fundamental, no ensino médio e na educação profissional, em escolas bilíngues ou em escolas comuns da rede regular de ensino – nesse caso, porém, as escolas devem oferecer intérpretes de Libras.
A língua e o desejo do outro são as duas barras que mais radicalmente nos remetem à morte, e antes de tudo à nossa própria, pois, como esta, se nos apresentam como o mais completamente indevassável, incontrolável, incognoscível.
Onde há uma língua, há um mundo, disse-nos Saramago; por isso a língua do outro é sempre um mundo que nos foge completamente às mãos. Isso talvez explique por que permanece na Secretaria de Educação Especial do MEC a anekofobia, a intolerância doentia e persecutória à língua e à cultura surdas, que despreza tudo o que determina a legislação sobre a Libras (ou, simplesmente, a Lei!).
Convencida de que sua contribuição para o desenvolvimento da civilização é a padronização da humanidade (projeto de todo perverso), Martinha Claret, Diretora de Políticas Especiais da SEEsp/MEC, pôs-se a tarefa de abolir a educação bilíngue para surdos, chegando a anunciar há algumas semanas o fechamento da Escola do Instituto Nacional de Educação de Surdos, sendo felizmente desautorizada pelo Ministro Haddad. “Não há cultura surda”, disse d. Martinha; “os surdos não podem estar numa escola de surdos só porque são surdos”, arrematou em seu brilhantismo lógico.
Ao arrepio da legislação sobre a Libras e dos direitos constitucionais, que garantem o pluralismo pedagógico e a liberdade de ensino, a comissionada do Ministério não obedece ao Decreto em que figura a assinatura de seu chefe. Em sua disposição para matar um mundo que lhe é opaco, a amedrontada Martinha está disposta a ir bem longe; mas talvez tenha, porém, que se defrontar com a cultura surda, que não parece estar disposta a morrer. Ao medo da morte se contrapõe o culto à vida.
Fonte: O POVO - Jornal de Hoje
quinta-feira, 31 de março de 2011
A luta continua...
Recebi email da minha amiga Patricia Luiza F. Rezende, e repasso para todos.
Eu assinei "abaixo assinado", peço que colabora e divulgam... Veja abaixo:
Gente,
Eu assinei "abaixo assinado", peço que colabora e divulgam... Veja abaixo:
Gente,
O Instituto Nacional de Educação de Surdos - INES, uma escola federal sediada no Rio de Janeiro está sob ameaça de excluir a educação básica devido a uma política de inclusão imposta pelo MEC que considero mascarada e massacrada. É uma história de 158 anos do INES, o berço da língua de sinais e cultura surda do País, os muitos líderes surdos estudaram nesta instituição e voltaram nas suas cidades de origem e fundaram as associações de surdos e as muitas comunidades surdas locais, levando as riquezas culturais e lingüísticas para os seus pares surdos.
Vejam a minha entrevista neste jornal. Não vamos permitir que o MEC apague nossa história e educação dos atuais alunos e das próximas gerações surdas! Vamos avante!
Segue em anexo a Revista Feneis que foi publicado em setembro/novembro 2010 sobre o posicionamento do MEC quanto a Educação de Surdos, vejam nas páginas 14 a 19.
Isso significa que a Feneis já estava preocupada com a situação culminando com o impasse atual que é a ameaça do fechamento do INES.
Fiquem atentos com próximos desdobramentos, pois vamos fazer valer o nosso embate contra a política do MEC com a nossa Educação de Surdos neste País!
Assinem a petiçao pública (abaixo-assinado) para ser entregue a Presidente Dilma e ao Ministro da Educaçao, no seguinte site:
Abraços!
Patrícia Luiza Ferreira Rezende
Diretora de Políticas Educacionais da FENEIS
Professora Adjunta de Letras/Libras
Coordenadora de Ensino de Libras
Universidade Federal de Santa Catarina
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Defesa de Dissertação de Mestrado - "Literatura Surda: Produções Culturais de Surdos em Língua de Sinais"
Fico imensamente prazer que convido os todos para minha Defesa de Dissertação de Mestrado (já é final) intitulado: Literatura Surda: Produções Culturais de Surdos em Língua de Sinais.
A defesa será no dia 01 de março de 2011, às 10 horas, na sala 703, UFRGS/FACED.
Peço que encaminhem aos seus amigos ou colegas que possa ter interessa em participar.
Estarei lá, claro com FELIZ e espero a presença de todos.
Abraços,
Cláudio Mourão (Cacau)
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Correio do Povo (RS): Surdos defendem escolas especiais
Estudantes portadores de deficiência auditiva e professores lotaram ontem o Plenarinho da Assembleia Legislativa, durante audiência pública da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia. Eles pediram apoio dos Deputados contra o fechamento das escolas para surdos no RS; (...) veja mais: http://www.al.rs.gov.br/ag/clipagem/noticias.asp?txtIDMATERIA=253122&txtIdTipoMateria=8&txtIdVeiculo=23
JusBrasil - Noticia: Audiência defende manutenção de escolas especiais para surdos
Formação de um Grupo de Trabalho foi uma das deliberações da audiência Alunos das cinco escolas estaduais especiais para deficientes auditivos lotaram o Plenarinho da Assembleia Legislativa na manhã desta terça (19) para a audiência pública da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia que debate questões relativas à educação dos surdos no estado. A pauta, proposta pelo presidente do órgão técnico, deputado Mano Changes (PP), teve foco nas propostas da política nacional de educação especial. (...) veja mais: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2424368/audiencia-defende-manutencao-de-escolas-especiais-para-surdos
terça-feira, 26 de outubro de 2010
A luta continua...
Audiência Pública... (veja fotos ao lado)
A Comissão de Educação da AL/RS abriu Audiência Pública, para a Educação de Surdos em nosso estado, com o tema A Educação de Surdos no Rio Grande do Sul. Foi realizada a Audiência na Assembléia Legislativa do Estado, no dia 19 de outubro de 2010.
Para minha surpresa e de todas as colegas, amigos, escolas de surdos, profissionais surdos, profissionais bilíngües e apoios, ligado a Educação de Surdos, vieram representantes do interior e da capital do Rio Grande do Sul, que lutam para manter e melhorar a Escola de Surdos. Podemos ver que conseguimos deixar marcas na história, sucesso nos plenários, pois havia quatro salas lotadas com grande movimento de surdos e profissionais, totalizado 600 pessoas.
A exemplo da Audiência Pública realizada em novembro de 2008, lotamos a Assembléia Legislativa, sendo esse um momento de luta histórica. Finalmente, é segunda vez que deixamos uma grande marca e reconhecimento de nossos movimentos e valores nas escolas de surdas.
Com apoio Dep. Estadual Mano Changes (PP/RS) que ouviu e viu a presença de todos em nossas vozes mãos.
Vamos mostrar que acreditamos em nosso trabalho...
A luta continua...
Abraços,
Profº Cláudio Mourão (Cacau)
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Conferência Nacional de Educação rejeita as propostas da Educação para Surdos
Chegamos em Brasília no dia 28 de março, domingo, para a abertura da Conferência Nacional de Educação – CONAE – etapa nacional. Nosso objetivo era defender as propostas para a Educação de Surdos...
ler mais: http://acessibilidadeparasurdos.blogspot.com/2010/04/conferencia-nacional-de-educacao.html
Delegado Cristian Strack - Novo Hamburgo/RS
Apoio e intérprete de Língua de Sinais Ana Paula Jung - Novo Hamburgo/RS
Delegado Cláudio Mourão - Porto Alegre/RS
Ana Paula Jung, diretora da Escola Estadual Especial Keli Meise Machado, escola de Surdos de Novo Hamburgo/RS, também Cristian Strack é professor de história e Libras;
A luta continua... Vamos defender a nossa Educação de Surdo, nós temos direito e educar para todos.
Breve comentarei mais e fotos.
Aguarda...
ler mais: http://acessibilidadeparasurdos.blogspot.com/2010/04/conferencia-nacional-de-educacao.html
Foto localizada no Centro de Convenções Ulysses Guimarães,
em Brasília, que tinha cerca de 4000 participantes de todo o país.
Delegado Cristian Strack - Novo Hamburgo/RS
Apoio e intérprete de Língua de Sinais Ana Paula Jung - Novo Hamburgo/RS
Delegado Cláudio Mourão - Porto Alegre/RS
Ana Paula Jung, diretora da Escola Estadual Especial Keli Meise Machado, escola de Surdos de Novo Hamburgo/RS, também Cristian Strack é professor de história e Libras;
A luta continua... Vamos defender a nossa Educação de Surdo, nós temos direito e educar para todos.
Breve comentarei mais e fotos.
Aguarda...
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